Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 25 de outubro de 2023 · 2 min de leitura ·

Ligres e tigreões: defensores dos animais apontam que eles não deveriam existir

Ligres e tigreões: defensores dos animais apontam que eles não deveriam existir

Os tigres e os leões são, nesta ordem, os maiores felinos do mundo. Seus hábitos sociais e reprodutivos, contudo, pouco têm a ver. Mesmo assim, é possível encontrar alguns híbridos raros desses dois animais por aí: os ligres e os tigreões. Mas, de acordo com defensores da vida animal, eles não deveriam existir.

O cruzamento de espécies de uma mesma família não é incomum. Você certamente conhece os burros e as mulas, que são animais híbridos — resultados do cruzamento de uma égua com um jumento. No entanto, na natureza, essas combinações são difíceis de encontrar, principalmente quando falamos de leões e tigres.

Os leões são animais que vivem quase que inteiramente na África, exceto por uma pequena população na Índia. Enquanto isso, os tigres geralmente estão no norte da Ásia. Portanto, é muito difícil que as duas espécies se encontrem naturalmente em seus habitats. Mas, com intervenção humana, a hibridização se fez possível.

A maioria dos híbridos das espécies existentes foi produzida acidentalmente ou como forma de atrair turistas e, consequentemente, dinheiro para zoológicos e projetos de preservação animal. Os ligres são o resultado do cruzamento de um leão e uma tigresa. Os tigreões vêm do cruzamento de um tigre com uma leoa.

Os híbridos apresentam características de seus pais, mas geralmente os ligres são muitos maiores que seus progenitores, fazendo com que sejam mais populares. O gigantismo deles ocorre porque os genes que condicionam a produção de hormônios limitantes do crescimento não estão presentes nesses animais. Nos tigres, esse gene vem dos machos e, no leão, das fêmeas.

Esses animais geralmente são estéreis, no entanto, ligres fêmeas, quando cruzadas com leões e tigres, acabam gerando outros híbridos, os liligres e tiligres. Defensores dos direitos dos animais apontam que essas práticas de hibridização são completamente desumanas e antiéticas, já que o cruzamento resulta em diversas alterações genéticas que causam problemas de saúde.

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