Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 30 de outubro de 2023 · 2 min de leitura ·

Luas de Urano “atrofiam” anéis do planeta

Luas de Urano "atrofiam" anéis do planeta

Um grupo de pesquisadores que investigava a origem dos anéis de Urano descobriu que as cinco maiores luas do planeta podem ser os fatores responsáveis por controlar o tamanho desses aros, ejetando grandes quantidades de poeira do sistema uraniano.

Segundo a nova abordagem, disponível no servidor de pré-impressão ArXiv, se tivessem se formado com a colisão que “tombou” Urano, os anéis já teriam se dissipado. Para entender a situação, os autores simularam as interações entre as luas e os anéis do planeta.

De acordo com a pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade da Califórnia, em Riverside, as interações são mais intensas quando as luas estão em “ressonâncias de movimento médio” com os anéis.

Uma ressonância de movimento médio (ou ressonância gravitacional) entre dois objetos em órbita ocorre quando o período orbital do corpo externo é um número inteiro maior do que o do corpo interno. 

Se uma lua dá uma volta em torno de Urano para cada duas órbitas completadas pelas partículas de um anel a uma certa distância do planeta, esses objetos ficam em ressonância gravitacional. Essa dinâmica, segundo o estudo, pode levar o material do anel para fora do sistema, restringindo o tamanho do sistema anelar de Urano e “atrofiando” essas estruturas.

São as ressonâncias com as duas grandes luas mais internas de Urano (Miranda, de 480 quilômetros de largura, e Ariel, de 1.160 km) que exercem a maior influência, limitando severamente os anéis a uma distância de 109.000 km (pouco mais de quatro vezes o raio do planeta).

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