
Um gigante acordou! Após seis anos de silêncio, o gêiser Echinus, localizado na Bacia de Gêiseres Norris, que fica no Parque Nacional de Yellowstone, EUA, voltou a entrar em erupção no mês passado, lançando água quente e fluidos levemente ácidos a até nove metros de altura.
A reativação chama a atenção porque envolve o maior gêiser ácido conhecido no mundo, um fenômeno raro na natureza. Em geral, a água ácida corrói as rochas que formam os canais subterrâneos dessas estruturas. No Echinus, porém, a acidez resulta da mistura entre gases ácidos e águas neutras, o que reduz seu poder de desgaste.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), essa composição química diferenciada produz efeitos visuais marcantes. A piscina principal tem cerca de 20 metros de diâmetro e é cercada por tons avermelhados. As cores surgem da presença de ferro, alumínio e arsênio nos minerais acumulados ao redor da borda.
Embora seja classificada como ácida, a água não apresenta alta periculosidade química. O nível de acidez é comparável ao do suco de laranja ou do vinagre. O principal risco está no calor: a temperatura pode ultrapassar 93 graus Celsius, suficiente para causar queimaduras graves em poucos segundos.
A Bacia de Gêiseres Norris também abriga o Steamboat, considerado o gêiser ativo mais alto da Terra. A área é uma das mais quentes e dinâmicas de Yellowstone, resultado da intensa atividade geotérmica sob o parque.
Geólogos estimam que o gêiser Echinus esteve inativo ou com erupções esporádicas até o ano de 1948. Durante a década de 1970, o “gêiser “monstro térmico” apresentou um padrão de erupções regulares, com intervalos que variavam entre 40 e 80 minutos. A intensidade aumentou nas décadas de 1980 e 1990, com algumas erupções podendo se estender por mais de 90 minutos.
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