Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 30 de setembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Mais um acidente na Firefly: foguete explode em teste nos EUA

Mais um acidente na Firefly: foguete explode em teste nos EUA

Um teste da Firefly Aerospace terminou em um grave acidente após o estágio propulsor do foguete Alpha 7 explodir nesta segunda-feira (29) nas instalações da empresa no Texas, EUA. Ninguém ficou ferido e a empresa ainda está avaliando o impacto na plataforma de testes; nenhuma outra instalação foi afetada.

“Testes regulares fazem parte da filosofia da Firefly – testamos cada componente crítico, motor e estágio do veículo para garantir que operem dentro dos nossos requisitos de voo antes do envio para a plataforma de lançamento”, diz um comunicado. “Aprendemos com cada teste para aprimorar nossos projetos e construir um sistema mais confiável.”

Pelo programa, o foguete será lançado da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia, ainda neste ano, para transportar um satélite comercial da Lockheed Martin. A explosão ocorreu no momento em que o veículo passava por teste nos disparos dos quatro motores do propulsor, movidos a querosene, segundo o site Ars Technica.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma bola de fogo na plataforma de testes e uma coluna de fumaça preta sobre as instalações, a 64 quilômetros de Austin. O fogo pode ter começado dentro do compartimento do motor do propulsor, de acordo com a reportagem. Os detalhes oficiais do que pode ter causado o acidente ainda não foram divulgados.

O lançamento marcaria o retorno do foguete Alpha às missões espaciais após a falha ocorrida em abril que resultou na suspensão de novos testes até o término das investigações. No mês passado, a Administração Federal de Aviação (FAA) autorizou a retomada das operações com uma lista de medidas corretivas que, segundo a Firefly, já estavam sendo implementadas.

Naquela ocasião, uma onda de choque danificou o motor do segundo módulo após uma falha no primeiro estágio. Os investigadores concluíram que a ruptura foi causada por dano térmico, que ocorre quando um foguete se expande em altitudes mais elevadas. Como solução, a empresa anunciou que aumentaria a espessura do sistema de proteção térmica no Estágio 1 e reduziria o ângulo de ataque durante as fases principais do voo.

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