
Nesta segunda-feira (6), a missão Artemis 2 alcança um marco histórico: a chegada ao lado oculto da Lua. No sexto dia da viagem, a tripulação se afasta mais da Terra do que qualquer humano já esteve, sobrevoando nosso satélite natural e observando regiões inexploradas do espaço profundo.
Desde o lançamento, realizado na quarta-feira (1), a missão segue conforme o planejado. A bordo estão três astronautas da NASA e um da Agência Espacial Canadense (CSA), que devem quebrar o recorde de distância em relação ao nosso planeta durante essa jornada sem precedentes.
No primeiro contato com a Terra, pouco depois de deixar a órbita terrestre, a tripulação relatou a sensação de ver o planeta encolher enquanto a Lua crescia no horizonte. A nave Orion havia acionado propulsores essenciais para realizar a manobra que a levou em direção ao satélite natural.
Esta é a primeira viagem humana tão profunda desde as missões Apollo, nas décadas de 1960 e 1970. A Artemis 2 busca continuar o legado do programa anterior, encerrado em 1972, e abrir caminho para futuros pousos e uma base humana permanente na Lua.
Enquanto se aproximava da Lua, a tripulação registrou imagens da Bacia Oriental, conhecida como o “Grand Canyon” da Lua. Em uma sessão de perguntas e respostas com estudantes, promovida pela CSA, Christina Koch, da NASA, integrante do time e primeira mulher a fazer parte de uma missão além da órbita da Terra, comentou que todos ficaram muito entusiasmados ao ver a região, que se assemelha a um alvo. “É muito peculiar e nenhum olho humano tinha visto essa cratera até hoje, quando tivemos o privilégio de vê-la”.
Durante o sobrevoo do lado oculto, previsto para durar cerca de seis horas, os astronautas vão poder observar a superfície lunar a olho nu e também registrar tudo com câmeras.
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