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Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · · 2 min de leitura ·

Missão da NASA em Marte pode ter descoberto vida no planeta há 50 anos

Missão da NASA em Marte pode ter descoberto vida no planeta há 50 anos

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, uma teoria polêmica sugere que as sondas Viking, da NASA, podem ter eliminado sinais de vida em Marte sem querer. Segundo essa ideia, experimentos realizados em 1976 podem ter prejudicado a interpretação dos dados coletados na época. 

Cientistas, agora, propõem rever conclusões que marcaram a história da exploração do planeta há 50 anos.

As sondas Viking 1 e 2 pousaram na superfície marciana com três experimentos destinados a detectar vida microscópica. Os resultados iniciais foram considerados positivos em alguns testes. No entanto, um quarto instrumento não encontrou moléculas orgânicas no solo. Diante disso, a equipe da época concluiu que Marte era estéril.

Esse instrumento era o cromatógrafo gasoso acoplado a um espectrômetro de massas (GC-MS). Ele funcionava aquecendo amostras do solo para identificar compostos químicos. Primeiro, o material era aquecido a 120°C. Depois, a temperatura subia para 630°C, vaporizando possíveis moléculas orgânicas para análise.

O resultado surpreendeu os pesquisadores: em vez de compostos orgânicos, foram detectados dióxido de carbono e pequenas quantidades de cloreto de metila e cloreto de metileno. A interpretação oficial foi de que não havia matéria orgânica presente. O cloreto de metila foi tratado como contaminação terrestre. Assim, consolidou-se a ideia de que não existia vida marciana.

Segundo o químico Steve Benner, da Fundação para a Evolução Molecular Aplicada, uma organização de pesquisa sediada na Flórida, Estados Unidos, essa conclusão pode ter sido precipitada. “O problema é que agora sabemos que, na verdade, foram encontradas moléculas orgânicas!”, disse ele em entrevista ao site Space.com. Para Benner, o equipamento não falhou – “o GC-MS não deixou de detectar compostos orgânicos; ele os detectou por meio de seus produtos de degradação”.

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