Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de dezembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Mistério da matéria escura pode estar perto de ser desvendado pelo James Webb

Mistério da matéria escura pode estar perto de ser desvendado pelo James Webb

Cientistas da Universidade Estadual do Arizona, nos EUA, e do Centro Internacional de Física de Donostia, na Espanha, publicaram um estudo na revista Nature Astronomy que propõe uma nova abordagem para compreender a enigmática matéria escura. 

A pesquisa sugere que a influência gravitacional dessa substância invisível pode ser a causa de galáxias jovens apresentarem formatos inesperadamente alongados, uma característica peculiar que o Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, tem observado em seu rastreamento do Universo primordial. 

Investigar essas formas, segundo os pesquisadores, pode ser o caminho para finalmente identificar qual das diversas partículas hipotéticas melhor explica a existência da matéria escura, que corresponde a cerca de 85% de toda a matéria do cosmos – e em torno de 27% de sua composição total.

Desde que começou suas observações científicas, em 2022, o JWST tem revolucionado nossa compreensão do início do Universo. No entanto, a matéria escura ainda permanece um mistério intocável. Sua natureza indetectável – por não interagir com a luz ou fazer isso de forma tão fraca que escapa aos nossos instrumentos – torna sua investigação um desafio imenso. 

Sabemos que ela não é composta pelos prótons, nêutrons e elétrons que formam toda a matéria comum que vemos ao nosso redor, das estrelas aos seres vivos, o que impulsiona a busca por uma partícula completamente nova.

A única forma de os cientistas detectarem a matéria escura é observando os efeitos de sua monstruosa força gravitacional sobre o espaço e a matéria visível – e é exatamente essa abordagem que o novo estudo explora. O modelo cosmológico mais aceito, conhecido como Lambda de Matéria Escura Fria (LCDM), pressupõe que a matéria escura seja “fria” (um termo que se refere à baixa velocidade de suas partículas, não à temperatura). Simulações baseadas nesse modelo geralmente resultam em galáxias predominantemente esféricas, semelhantes às que observamos no Universo moderno.

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