
Um novo estudo publicado no site do Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), uma das revistas científicas multidisciplinares mais respeitadas do mundo, sugere foi descoberta uma substância que ainda não havia sido detectada em materiais extraterrestre, mas que agora pôde ser constatada no asteroide Bennu, que foi mostrado pela missão OSIRIS-REx, da NASA.
A explicação para a molécula nunca ter sido vista antes em meteoritos ou amostras espaciais está no fato de que ela é sensível e facilmente degradável.
Como a coleta do material foi realizada de forma cuidadosa, retirando cerca de 121,6 gramas do asteroide, é possível que as moléculas frágeis tenham sido preservadas.
“Nossos resultados ampliam as evidências de que moléculas orgânicas prebióticas podem se formar em corpos planetários primitivos em processo de acreção e podem ter sido transportadas por impactos para a Terra primitiva e outros corpos do Sistema Solar, contribuindo potencialmente para a origem da vida”, escreveram os cientistas no artigo publicado no PNAS.
Bennu mede cerca de 500 metros de diâmetro e, segundo estimativas da Nasa, tem probabilidade de impacto com a Terra de 1 em 1.750 até o ano de 2.300 — o que torna o estudo do seu material ainda mais relevante para entender não só a vida, mas também potenciais riscos futuros.
Atualmente, é estimado que a data de maior risco de impacto entre o asteroide e a Terra é em 24 de setembro de 2.182.
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