Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de novembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Monitorar testes nucleares traz benefício inesperado para a ciência

Monitorar testes nucleares traz benefício inesperado para a ciência

Operadores de uma rede global de sensores monitoram, desde a década de 1990, testes nucleares clandestinos. Só que, com o passar dos anos, essa rede captou outros sons e estrondos no solo, no oceano e na atmosfera. Isso se mostrou um benefício inesperado para a ciência.

O Sistema Internacional de Monitoramento (IMS) – gerido pela Organização Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT) em Viena, na Áustria – tem mais de 300 instalações, com sensores espalhados mundo afora.

Conforme o acesso científico aos dados se abriu, pesquisadores recorreram ao IMS, ao longo da última década, para detectar eventos que de outra forma poderiam passar despercebidos. Isso expandiu o horizonte de descobertas científicas, conforme mostrado pela BBC.

Centenas de cientistas se reuniram numa conferência em Viena, em junho de 2023, para compartilhar suas descobertas graças à rede do IMS. Confira abaixo alguns destaques sobre o que foi apresentado:

A rede do IMS também viabilizou outra descoberta muito importante: a de um grupo de baleias-anãs-azuis (subespécie tropical da baleia-azul) no Oceano Índico. Elas foram descobertas quando pesquisadores na Austrália decidiram ouvir um pouco mais de perto os sons do oceano usando a rede hidroacústica do IMS.

Após o teste Trinity – o primeiro teste nuclear da história, conduzido pelos Estados Unidos em 16 de julho de 1945 (aquele mostrado no filme “Oppenheimer”) – e o bombardeio do Japão, as nações correram para formar seus próprios arsenais e testar armas cada vez mais poderosas.

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