Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de junho de 2025 · 1 min de leitura ·

Moscas odeiam cocaína, mas podem ajudar no tratamento do vício

Moscas odeiam cocaína, mas podem ajudar no tratamento do vício

Moscas odeiam cocaína. Por que? É muito amarga. Mas quando cientistas desativaram os receptores que detectam o gosto amargo, as moscas passaram a gostar da droga. Agora, por que fazer isso? Bem, pode parecer estranho, mas as moscas são parceiras ideais para pesquisas médicas.

É que a Drosophila, tipo de mosca usada no estudo, compartilha cerca de 75% dos genes que causam doenças em humanos.

“Nas últimas décadas, ficou claro que moscas e humanos são mais parecidos do que pensávamos“, disse o autor principal da pesquisa, Adrian Rothenfluh, da Universidade de Utah, ao IFLScience.

As moscas evoluíram para se proteger. Ao longo de milhões de anos, esses insetos desenvolveram uma aversão natural ao sabor amargo. É um mecanismo de defesa que as ajuda a evitar substâncias que podem causar danos a elas.

Quando perderam a capacidade de sentir o gosto amargo, as moscas reagiram à cocaína de forma similar aos humanos:

O objetivo dos pesquisadores é desenvolver terapias melhores para humanos viciados em cocaína. E as moscas permitem estudar essas questões muito mais rapidamente do que seria possível apenas com humanos.

Compartilhe