Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 30 de setembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Na corrida espacial por Marte, a China pode superar os EUA

Na corrida espacial por Marte, a China pode superar os EUA

E se as primeiras rochas marcianas a chegarem à Terra não fossem recebidas em Houston, mas em Pequim? Esse cenário, antes improvável, ganha força diante do impasse da missão Mars Sample Return (MSR), liderada pelos EUA, e do avanço da missão chinesa Tianwen-3, como explica o Live Science.

Enquanto a NASA enfrenta atrasos e custos acima de US$ 11 bilhões, com retorno projetado apenas entre 2035 e 2039, a China planeja lançar em 2028 e trazer cerca de 500 gramas de material de Marte já em 2031.

As recompensas científicas são imensas: análises em laboratórios terrestres poderiam identificar compostos orgânicos, sondar rochas em escala atômica e até detectar sinais de vida fossilizada.

Mas cada missão trará apenas um conjunto limitado de amostras, tornando fundamental que os dois programas avancem de forma complementar.

A pressão política agrava o quadro americano. A Casa Branca propôs cortes históricos no orçamento da NASA, que podem comprometer não só o MSR, mas também outras sondas e observatórios. “Se esses cortes se confirmarem, o retorno de amostras liderado pelos EUA ficará fora de alcance por décadas”, alerta Impey.

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

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