Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de agosto de 2017 · 2 min de leitura ·

Nasa abre vaga para ‘oficial de proteção planetária’ pagando até R$ 48,5 mil

Nasa abre vaga para 'oficial de proteção planetária' pagando até R$ 48,5 mil

O que você precisa saber

O que você acharia de ter o emprego de “oficial de proteção planetária”? O cargo, cujo nome parece algo relacionado a super-heróis, foi disponibilizado recentemente pela Nasa, e paga muito bem: a agência espacial estadunidense está oferecendo um salário anual de até US$ 187 mil (R$ 582 mil por ano, ou R$ 48,5 mil por mês).

Segundo a descrição do emprego, a pessoa será responsável por “evitar a contaminação biológica ou orgânica na exploração espacial humana e robótica”. Em outras palavras, ela deverá assegurar que as pessoas e equipamentos que forem levados para explorar outros corpos do sistema solar não levem para lá agentes biológicos estranhos que poderiam alterar os ambientes.

Fora isso, o profissional também precisará garantir que essas pessoas e equipamentos não voltem de lá trazendo organismos estranhos e potencialmente perigosos à Terra. Isso equivale, grosseiramente, a dizer que eles serão responsáveis por evitar que a Terra seja contaminada por alienígenas. A pessoa contratada fará isso “com a manutenção das políticas de proteção planetária e supervisão de sua implementação pelas missões de voo espacial da Nasa”, de acordo com o anúncio.

Para ocupar o cargo, a Nasa está em busca de pessoas com “amplo conhecimento em engenharia” e ao menos um ano de experiência em posições de alta responsabilidade no governo. Além disso, o candidato ideal deve ter “conhecimento avançado de proteção planetária”, experiência com programas espaciais e “habilidades de diplomacia que resultem em soluções de ganho mútuo durante discussões multilaterais extremamente difíceis e complexas”. Infelizmente, apenas cidadãos estadunidenses poderão se candidatar.

Como o Business Insider aponta, há apenas duas instituições no mundo que empregam oficiais de proteção planetária em tempo real. Além da Nasa, há também a ESA, a agência espacial europeia. O site já teve a oportunidade de conversar com Catharine Conway, que ocupou esse cargo na Nasa anteriormente. De acordo com ela, sua principal responsabilidade era criar os protocolos e procedimentos que os participantes das missões precisavam seguir para evitar contaminação.

“A frase que usamos é ‘quebrar a cadeia de contato'”, explica ela. Por exemplo, Conway precisava decidir como seriam manuseadas as amostras de terra que chegassem de Marte até o nosso planeta. Ou ainda, ela ficava responsável por sistemas de mitigação de risco de contaminação no caso de uma sonda se perder em uma das luas de Júpiter.

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