Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de julho de 2017 · 2 min de leitura ·

Nasa admite que não sabe quando humanos chegarão a Marte por falta de dinheiro

Nasa admite que não sabe quando humanos chegarão a Marte por falta de dinheiro

O que você precisa saber

Marte é um dos assuntos favoritos da agência espacial dos EUA, a Nasa. Diversas inovações vêm sendo estudadas pelos cientistas da agência sobre como mandar humanos à superfície do planeta vermelho, além de mantê-los lá por um bom tempo e trazê-los de volta em segurança.

No ano passado, o então presidente Barack Obama chegou a dizer publicamente que o plano era levar astronautas a Marte até 2030. Nesta semana, porém, num raro momento de sinceridade com a imprensa, a Nasa admitiu uma realidade que já se especulava há tempos: falta dinheiro.

Durante um encontro da AIAA (“American Institute of Aeronautics and Astronautics”, associação dos EUA voltada a profissionais de engenharia aeroespacial), Bill Gerstenmaier, chefe da Nasa na área de pesquisa em viagens espaciais tripuladas, teve que responder à pergunta: quando a humanidade tocará em Marte?

“Eu não posso indicar uma data para quando humanos chegarão a Marte”, disse Gerstenmaier, de acordo com o site Ars Technica. “Com o nível de orçamento a que temos direito, quase 2% de aumento, não temos os sistemas de superfície disponíveis para Marte. E a entrada, a descida e o pouso são um grande desafio para nós em Marte.”

Os 2% a que Gerstenmaier se refere são equivalentes ao aumento no orçamento anual que a Nasa recebeu do governo para 2017, pouco abaixo da inflação dos EUA. Em outras palavras, se o financiamento estatal continuar tão baixo, chegar a Marte antes de 2030, como a agência prometera, fica cada vez mais difícil.

Mesmo que não chegue ao planeta vermelho tão cedo, a Nasa ainda trabalha com a possibilidade de irmos novamente até a Lua. “Se descobrirmos que existe água na Lua, e queremos fazer operações mais extensas lá para explorar isso, nós temos a habilidade, com o Deep Space Gateway, para um extenso programa na superfície da Lua”, disse Gerstenmaier.

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