
A NASA estuda uma nova forma de apoiar a criação de estações espaciais comerciais para substituir a Estação Espacial Internacional (ISS). A mudança foi apresentada durante o evento Ignition, na terça-feira (24), quando a agência também revelou iniciativas para uma base lunar e uma missão de propulsão nuclear rumo a Marte em 2028.
Atualmente, a NASA financia empresas privadas no programa Destinos Comerciais em Órbita Terrestre Baixa (CLD, na sigla em inglês). Essas empresas recebem recursos iniciais para desenvolver suas estações e aguardam a segunda fase do programa, quando a agência poderia oferecer financiamento adicional antes de contratar serviços dessas futuras instalações.
O objetivo do CLD era que a NASA fosse apenas mais um cliente, junto com outras agências e empresas. Mas o mercado ainda não se consolidou como esperado. Faltam estudos independentes que comprovem a viabilidade econômica de uma estação comercial sustentada apenas por apoio parcial da NASA.
“Há interesse de investidores, mas não existem dados independentes que confirmem a sustentabilidade econômica dessas estações”, disse Dana Weigel, gerente do programa da ISS. Segundo o site Spacenews, ela afirmou que o mercado não amadureceu no ritmo previsto: pesquisas indicam que ainda faltam cerca de 10 anos para atingir um cenário mais estável.
Outra preocupação é a capacidade das empresas em lidar com operações complexas de uma estação espacial. Amit Kshatriya, administrador associado da NASA, destacou que a indústria ainda não tem experiência nem recursos suficientes para gerenciar a logística exigida. Além disso, o orçamento da agência não permite apoiar duas estações simultaneamente.
“O caminho original é cheio de riscos”, afirmou Weigel. Por isso, a NASA estuda duas alternativas: continuar o programa CLD como está ou assumir um papel mais ativo no desenvolvimento de uma estação comercial.
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