Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 11 de junho de 2026 · 2 min de leitura ·

NASA: telescópio em construção redefine critérios para buscar vida fora da Terra

NASA: telescópio em construção redefine critérios para buscar vida fora da Terra

A agência espacial NASA desenvolve o Habitable Worlds Observatory, projeto que ainda não foi lançado, mas já influencia decisões técnicas centrais. O foco é a capacidade de observar planetas semelhantes à Terra e examinar suas atmosferas em busca de possíveis indícios de vida.

Um estudo recente, disponível como pré-publicação no arXiv, avaliou quais níveis de resolução espectral seriam necessários para identificar sinais químicos em mundos distantes, tomando como referência diferentes fases da Terra ao longo da história geológica.

Os resultados indicam que escolhas feitas agora no projeto do instrumento podem determinar se ele será capaz ou não de distinguir entre um planeta habitável e outro sem vida, o que torna o debate técnico uma etapa decisiva do desenvolvimento da missão.

O estudo parte da simulação de observações do telescópio ao observar a Terra em diferentes eras, incluindo períodos com pouco oxigênio e fases em que a atmosfera já se assemelhava à atual. Segundo os autores, essas variações ajudam a entender como sinais de vida poderiam aparecer em planetas distantes.

De acordo com a pesquisa, a detecção de oxigênio exigiria um poder de resolução na faixa de 140 no espectro visível. Já o ozônio poderia ser identificado com valores bem menores, próximos de 7 na faixa ultravioleta.

No infravermelho próximo, onde gases como dióxido de carbono e monóxido de carbono podem gerar confusão interpretativa, o estudo aponta que seria necessário ao menos um valor 40 para evitar ambiguidades. O recomendável, conforme os autores, seria cerca de 70.

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