
Sean Duffy, administrador interino da NASA, revelou que a agência vai reduzir o foco em ciência climática para concentrar esforços na exploração do espaço.
A declaração reforça a proposta de orçamento do presidente Donald Trump, que prevê cortes em programas de ciências da Terra e coloca diversas missões em risco. Pesquisadores alertam que isso pode criar lacunas no monitoramento climático e prejudicar previsões meteorológicas.
Em entrevista à Fox Business, Duffy afirmou que a função da NASA é explorar o espaço, e não estudar o clima da Terra. “Toda a ciência climática e todas as prioridades anteriores vamos deixar de lado. Todo o trabalho será direcionado à exploração, que é o verdadeiro propósito da NASA”, disse ele ao programa Mornings with Maria.
O chefe temporário criticou a “mistura de prioridades” da agência e disse que a ciência futura vai se concentrar em missões para a Lua, Marte e órbita baixa da Terra após a desativação da Estação Espacial Internacional (ISS), prevista para depois de 2030. Ele citou o histórico de inspiração das missões Apollo e comparou com programas atuais como o Artemis, que pretende pousar astronautas novamente em solo lunar.
Durante visita ao Centro Espacial Johnson, em Houston, na segunda-feira (18), Duffy ressaltou que outras agências podem liderar pesquisas climáticas, mas apenas a NASA pode apoiar voos espaciais tripulados. Ele afirmou que a agência seguirá as diretrizes orçamentárias do Congresso, mas reforçou que seu foco principal será a exploração espacial.
Um comunicado enviado pela NASA por email ao site Space.com afirma que os comentários de Duffy refletem uma visão ampla, não uma decisão formal. Segundo a mensagem, nenhuma missão foi cortada ou cancelada até o momento, e os recursos finais ainda dependem da aprovação do Congresso.
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