Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de março de 2026 · 2 min de leitura ·

Nascimento de um dos ímãs mais poderosos do universo é visto pela 1ª vez

Nascimento de um dos ímãs mais poderosos do universo é visto pela 1ª vez

Cientistas observaram, pela primeira vez, o nascimento de um magnetar — um dos objetos mais magnéticos do universo — no interior de uma supernova extremamente brilhante.

A descoberta foi possível graças a um efeito previsto pela teoria da relatividade geral de Albert Einstein, marcando também a primeira vez em que esse arcabouço teórico foi necessário para descrever a mecânica de uma explosão estelar.

Agora, um estudo publicado neste mês na Nature traz evidências desse processo. Os astrônomos analisaram a supernova SN 2024afav, que iluminou o céu em dezembro de 2024, e identificaram sinais claros da formação de um magnetar em seu interior.

A análise da curva de luz — monitorada por mais de duas dezenas de telescópios ao redor do mundo durante mais de 200 dias — revelou um comportamento incomum. Após atingir o pico de brilho, a supernova não diminuiu gradualmente, como é típico. Em vez disso, sua luminosidade aumentou e diminuiu pelo menos quatro vezes, um padrão interpretado como evidência da atuação de um magnetar.

“Esta é uma evidência definitiva de que um magnetar se forma como resultado do colapso do núcleo de uma supernova superluminosa”, afirmou Alexei Filippenko, coautor do estudo e astrônomo na Universidade da Califórnia (UC) em Berkeley, em comunicado. Segundo ele, também é a primeira vez que o nascimento de um magnetar é observado diretamente, o que torna o achado “realmente empolgante”.

Embora fenômenos anteriores, como a fusão de estrelas de nêutrons, já tenham sido associados à possível formação desses objetos, esta é a primeira evidência direta do processo.

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