
Divulgadas nesta quarta-feira (25), as imagens mais recentes do Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, revelam detalhes nunca antes observados de uma nebulosa pouco conhecida que envolve uma estrela em fase final de vida. O registro foi feito em luz infravermelha, capaz de atravessar nuvens de poeira e mostrar estruturas antes invisíveis.
Batizada de PMR 1, essa nebulosa é uma nuvem de gás e poeira que lembra um cérebro visto dentro de um crânio transparente, razão pela qual ganhou o apelido de “Nebulosa do Crânio Exposto”. As novas imagens destacam ainda mais essa aparência, com divisões que parecem formar dois hemisférios cerebrais.
A estrutura já havia sido observada mais de uma década atrás pelo Telescópio Espacial Spitzer, também da NASA, hoje aposentado. Agora, com os instrumentos mais modernos do Webb, os astrônomos conseguem observar a região com muito mais clareza e definição, revelando aspectos que antes passavam despercebidos.
As imagens foram captadas pela Câmera de Infravermelho Próximo (NIRCam) e pelo Instrumento de Infravermelho Médio (MIRI) do Webb. Enquanto a NIRCam evidencia o gás mais quente e as estruturas internas mais definidas, incluindo a faixa escura que corta o centro da nebulosa de cima a baixo, o MIRI destaca regiões mais frias e o material que parece estar sendo expelido para fora.
Considerado o mais avançado telescópio espacial em operação, o JWST começou a trabalhar em 2022 e, desde então, vem revolucionando a forma como enxergamos o cosmos. Ele é resultado de uma colaboração internacional liderada pela NASA, com participação das agências espaciais europeia (ESA) e canadense (CSA).
As análises mostram que a nebulosa foi construída em etapas distintas ao longo do tempo. A camada mais externa, rica em hidrogênio, foi lançada primeiro pela estrela. No interior, há uma área mais estruturada, formada por diferentes gases e com formas bem marcadas. Uma faixa escura atravessa o centro de cima a baixo, criando a impressão visual de dois lados simétricos, como se fossem os hemisférios do cérebro.
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