Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de junho de 2026 · 2 min de leitura ·

Notre Dame revela tesouros arqueológicos de 1,7 mil anos em escavação histórica

Notre Dame revela tesouros arqueológicos de 1,7 mil anos em escavação histórica

Enquanto turistas aproveitam os dias de sol para subir na catedral de Notre Dame e ver suas gárgulas, quatro metros abaixo deles, arqueólogos trabalham cavando para baixo, rumo a Paris (França) romana de dois mil anos atrás, segundo divulgado com exclusividade pela Associated Press.

O contraste é ainda mais marcante porque o local carrega a memória recente do incêndio de 2019, quando a agulha da catedral desabou. Reconstruída, Notre Dame reabriu no fim de 2024. Agora, Paris quer transformar a praça existente diante do templo em um espaço com árvores e áreas mais frescas.

Mas, em uma cidade tão antiga, o solo não pode ser mexido antes que o que está embaixo seja escavado, para evitar danos durante as obras. Por isso, uma parte do adro de Notre Dame virou um sítio arqueológico: uma grande escavação aberta, cercada por barreiras e atravessada por uma passarela de madeira, a poucos passos da fila de visitantes.

A imprensa francesa já apelidou o trabalho de “escavação do século”. Para Lucie Altenburg, conservadora da unidade de arqueologia de Paris, trata-se de uma oportunidade rara. “É uma chance rara para nós trabalharmos em algo que vai, de forma tangível, fazer diferença para a história de Paris”, disse ela à AP.

Em Atenas (Grécia), a construção do metrô para os Jogos Olímpicos de 2004 deflagrou a maior escavação da história grega e revelou dezenas de milhares de objetos, hoje expostos nas próprias estações. Paris não é diferente.

Tudo remonta à Île de la Cité, no rio Sena, onde Paris começou. Séculos depois, Notre Dame ergueu-se sobre o mesmo terreno.

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