Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de julho de 2026 · 2 min de leitura ·

Novo cemitério de lixo espacial ameaça os satélites da Terra

Novo cemitério de lixo espacial ameaça os satélites da Terra

Pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, recentemente identificaram uma concentração de pequenos fragmentos de lixo espacial na órbita geoestacionária, uma faixa localizada a cerca de 36 mil quilômetros da Terra. O estudo revelou objetos antes não detectados que podem representar risco para satélites em operação.

A descoberta foi apresentada após uma nova análise de imagens obtidas por telescópios, com uso de técnicas avançadas de processamento. Os cientistas encontraram rastros de detritos com aproximadamente 5 centímetros, tamanho suficiente para causar danos em equipamentos espaciais de grande porte.

A pesquisa chama a atenção porque a órbita geoestacionária abriga satélites usados em serviços como transmissão de televisão, comunicação por internet, observação da Terra e monitoramento meteorológico. Diferentemente de regiões mais baixas, esse ambiente apresenta pouca ação atmosférica para remover naturalmente os fragmentos.

A equipe da Universidade de Warwick revisou dados de um levantamento anterior realizado com o telescópio Isaac Newton, instalado em La Palma, nas Ilhas Canárias. A partir de novos algoritmos de processamento de imagens, os pesquisadores conseguiram identificar objetos mais fracos e menores que haviam passado despercebidos.

O método utilizado permitiu localizar 25 rastros de detritos que não haviam sido registrados anteriormente. Conforme os autores do estudo, cerca de 80% desses sinais estavam associados a objetos desconhecidos até então.

A análise foi conduzida por pesquisadores ligados ao Centro de Consciência do Domínio Espacial da Universidade de Warwick. Ben Cooke, pesquisador da instituição e coautor do trabalho, explicou que a técnica de combinação de imagens aumenta a capacidade de encontrar alvos ocultos em conjuntos de dados astronômicos.

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