Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de março de 2026 · 2 min de leitura ·

Novo estudo reforça teoria da origem da vida na Terra

Novo estudo reforça teoria da origem da vida na Terra

Em estudo publicado na última terça-feira (03) pela PNAS Nexus, uma das revistas científicas mais consolidadas do mundo, foi apontado que a bactéria Deinococcus radiodurans sobreviveria a um impacto de um asteroide em um planeta. A experiência reforça a teoria da litopanspermia, a qual declara que a origem da vida na Terra ocorreu após meteoritos transportarem microrganismos até nosso planeta.

No experimento, o extremófilo (um organismo conhecido pela grande resistência a condições extremas) foi submetido à pressão de um impacto de asteroide e sobreviveu. A pesquisa liderada por Lily Zhao, Ph.D. em Engenharia Mecânica na Universidade Johns Hopkins, deu um passo importante no estudo da vida na Terra e no espaço.

Visando simular condições extremas, o estudo colocou as bactérias em uma placa de ferro e as arremessou contra outra base a aproximadamente 480 km/h. Em relação à pressão em que foram submetidas, os cientistas buscaram condições 10 vezes mais inóspitas do que os ambientes mais extremos do oceano da Terra, algo entre 1 a 3 gigapascais (GPa).

A primeira expectativa era que os microrganismos não sobrevivessem ao impacto que geraria 1,4 GPa, mas 100% das bactérias resistiram. Na segunda colisão, a pressão foi elevada para 2,4 GPa e cerca de 60% das “cobaias” continuaram vivas.

Nós queríamos ver se a vida poderia sobreviver a impactos em escala planetária, especificamente às altas pressões aplicadas dinamicamente associadas a esses grandes impactos. Então, nós disparamos alguns extremófilos para ver se eles sobreviveriam. Observamos que eles sobreviveram a uma taxa incrivelmente alta… algo que não havia sido observado na literatura científica antes.

Após o impacto a uma pressão de 2,4 GPa, as bactérias sobreviventes desenvolveram um processo de regeneração interno que reparou o que foi danificado, garantindo sua sobrevivência. De acordo com o estudo, essas características podem se relacionar a uma possível vida em Marte.

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