Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de fevereiro de 2026 · 2 min de leitura ·

Novo mapeamento dá detalhes de anomalia magnética na Terra

Novo mapeamento dá detalhes de anomalia magnética na Terra

Um novo mapeamento geofísico realizado na Austrália revelou em detalhes uma anomalia magnética de grandes proporções sob o Território do Norte. O levantamento foi conduzido pela agência científica australiana CSIRO e indica a presença de estruturas geológicas incomuns enterradas no subsolo da Terra, capazes de oferecer pistas importantes sobre a formação e a evolução do continente.

Os dados foram obtidos a partir de um levantamento encomendado pelo governo do Território do Norte. Durante a operação, uma aeronave equipada com sensores de alta precisão sobrevoou a região em trajetórias paralelas, separadas por apenas 400 metros. Esse padrão de coleta permitiu registrar variações sutis no campo magnético terrestre com resolução muito superior à de levantamentos anteriores.

Após o voo, os pesquisadores usaram algoritmos computacionais avançados para gerar um mapa detalhado das variações magnéticas no norte da Austrália. O resultado mostrou uma área extensa onde o campo magnético da Terra se comporta de forma diferente do esperado. Isso sugere a existência de grandes estruturas subterrâneas ricas em minerais magnéticos.

Embora o campo magnético do planeta seja gerado pelo movimento de ferro e níquel fundidos no núcleo externo da Terra, ele não é homogêneo. Depósitos minerais, intrusões rochosas e outras estruturas profundas podem alterar de intensidade e direção dependendo do local.

Outras anomalias magnéticas já foram registradas em diferentes partes do mundo. Exemplos incluem a Anomalia Magnética de Kursk, na Rússia, associada à grandes concentração de minério de ferro no subsolo, e Anomalia de Bangui, na África Central, associada ao possível impacto de um meteorito.

No caso australiano, uma das hipóteses é que a anomalia esteja ligada a formações geológicas antigas, como a Formação Hatches Creek. Essa unidade paleoproterozoica reúne arenitos intercalados com camadas vulcânicas que se formaram há mais de 1,5 bilhão de anos e eram ricas em minerais magnéticos no momento de origem.

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