
Uma das maiores estruturas rotativas já vistas no Universo foi identificada por uma equipe internacional de astrônomos, liderada pela Universidade de Oxford. Trata-se de um filamento cósmico gigantesco, giratório e com “fio” de galáxias.
A estrutura fica a 140 milhões de anos-luz da Terra. E o achado, publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society nesta semana, amplia o mapa das formas extremas que a matéria pode assumir em grande escala.
A descoberta bate de frente com modelos clássicos de evolução galáctica. Para começar, o filamento funciona como uma espécie de rodovia cósmica, guiando o fluxo de matéria e de momentum. E o estudo sugere que estruturas desse porte influenciam a rotação das galáxias de maneira bem mais intensa (ou duradoura) do que se imaginava.
O trabalho também vira peça-chave para futuros estudos de alinhamentos intrínsecos. Esse ruído que pode contaminar medições em projetos como Euclid, da Agência Espacial Europeia (ESA), e locais como o Observatório Vera C. Rubin, no Chile.
Filamentos cósmicos são as maiores estruturas que o Universo consegue montar. Tratam-se de fios imensos de galáxias e matéria escura que funcionam como o andaime da chamada teia cósmica.
O objeto descoberto e descrito no estudo em questão entra nessa categoria, mas com números que impressionam até quem estuda esse tipo de formação.
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