
A informação foi confirmada pela própria companhia aeroespacial, em um comunicado assinado por Musk.
Com a operação, Musk passa a comandar uma estrutura que reúne foguetes, satélites, o chatbot Grok e a plataforma social X (antigo Twitter) em um único portfólio. Segundo pessoas familiarizadas com o plano, ouvidas pelo New York Times sob condição de anonimato, a empresa combinada deve avançar com uma oferta pública inicial (IPO) por volta de junho, com a expectativa de levantar cerca de US$ 50 bilhões.
Segundo a Reuters, que creditou fontes familiarizadas com o assunto, a recente transação avalia a SpaceX em US$ 1 trilhão e a xAI em US$ 250 bilhões. Além disso, o IPO poderá alavancar o total para mais de US$ 1,5 trilhão.
No memorando aos funcionários da SpaceX e da xAI, Musk afirmou que a união cria um “motor de inovação verticalmente integrado”, citando a combinação de IA, foguetes, internet via satélite e comunicações diretas com dispositivos móveis. Um dos principais pontos destacados foi a intenção de levar centros de dados para o espaço, utilizando energia solar em órbita para alimentar sistemas de computação.
É isso mesmo! Data centers alimentando inteligência artificial diretamente do espaço. O assunto não é exatamente uma novidade. No ano passado mesmo, noticiamos que essa era a aposta de Jeff Bezos, fundador da Amazon e da empresa aeroespacial Blue Origin.
“Os avanços atuais em IA dependem de grandes centros de dados terrestres, que exigem quantidades imensas de energia e refrigeração. A demanda global de eletricidade para IA simplesmente não pode ser atendida com soluções terrestres, mesmo em curto prazo, sem impor dificuldades às comunidades e ao meio ambiente. A longo prazo, a IA espacial é obviamente a única maneira de alcançar escala. Para aproveitar sequer um milionésimo da energia do nosso Sol, seria necessário mais de um milhão de vezes a energia que nossa civilização usa atualmente! A única solução lógica, portanto, é transportar esses esforços que consomem muitos recursos para um local com vasta energia e espaço. Afinal, o espaço se chama “espaço” por um motivo. 😂Ao aproveitar diretamente a energia solar quase constante com custos operacionais e de manutenção mínimos, esses satélites transformarão nossa capacidade de escalar a computação. No espaço, está sempre ensolarado!”
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