
À medida que a ciência quer nos tornar uma espécie multiplanetária, pesquisadores resolveram entender como a microgravidade afeta na reprodução humana. As conclusões foram publicadas nesta semana na revista Communications Biology e sugerem que os espermatozoides pode enfrentar obstáculos adicionais no espaço além daqueles que já conhecemos.
O trabalho analisou como condições semelhantes às do ambiente espacial afetam etapas iniciais da reprodução, incluindo o encontro entre espermatozoide e óvulo e o desenvolvimento embrionário.
Para investigar o fenômeno, os cientistas utilizaram um equipamento capaz de simular a microgravidade, chamado clinostato 3D. Amostras de esperma de três espécies de mamíferos, incluindo humanos, foram submetidas a esse ambiente artificial. Em seguida, os espermatozoides foram desafiados a atravessar um labirinto projetado para reproduzir o trajeto que percorrem no sistema reprodutivo feminino.
Os resultados indicaram uma queda significativa na capacidade de orientação das células em condições de gravidade reduzida. Apesar disso, o movimento em si (como velocidade e padrão de deslocamento) não apresentou alterações relevantes.
Segundo os pesquisadores, isso sugere que o problema não está na na capacidade de movimentação dos espermatozoides, mas na direção.
Durante os testes, a adição de progesterona (hormônio envolvido no processo reprodutivo) ajudou parte deles a compensar a perda de orientação causada pela microgravidade. A hipótese é que a substância possa atuar como um sinal químico, auxiliando as células a encontrar o caminho até o óvulo.
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