
Desde que foi descoberto, o cometa interestelar 3I/ATLAS – apenas o terceiro objeto já confirmado vindo de outro sistema estelar – tem chamado a atenção de astrônomos profissionais e amadores ao redor do mundo.
Além do fascínio científico, a trajetória do objeto pelo Sistema Solar despertou uma onda de boatos. Enquanto o cometa brilhava em sua aproximação com o Sol, a paralisação de 43 dias do governo dos EUA impediu a NASA de divulgar novos dados, criando um terreno fértil para teorias de que seria uma espaçonave alienígena.
Com o fim da paralisação, a agência promoveu uma coletiva de imprensa muito esperada para apresentar observações reunidas por mais de 20 missões espalhadas pelo Sistema Solar. O material forneceu o panorama mais completo já obtido sobre o visitante interestelar.
Logo de início, os especialistas presentes trataram de esclarecer o ponto que mais alimentava especulações: 3I/ATLAS é um corpo natural. Não há sinais de tecnologia ou engenharia extraterrestre no objeto. “Queremos muito encontrar vida fora da Terra”, disse Amit Kshatriya, administrador associado da NASA. “Mas o 3I/ATLAS é um cometa”, garantiu.
Para os cientistas, esse “forasteiro” representa uma chance rara de analisar material formado ao redor de outra estrela. Os indícios químicos iniciais sugerem que ele pode ter origem em um sistema planetário muito mais antigo que o nosso.
Pouco depois da descoberta, um trio de pesquisadores – incluindo o polêmico astrofísico de Harvard Avi Loeb – publicou um artigo preliminar sugerindo que as características do objeto poderiam indicar tecnologia alienígena. Como o estudo não havia passado por revisão científica e tocava em controvérsias anteriores ligadas ao objeto ’Oumuamua, a discussão rapidamente se espalhou pelas redes sociais.
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