Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 20 de agosto de 2025 · 2 min de leitura ·

Onda de plasma diferentona em Júpiter altera comportamento da aurora no planeta

Onda de plasma diferentona em Júpiter altera comportamento da aurora no planeta

Pesquisadores do campus Twin Cities da Universidade de Minnesota (UMTC), nos EUA, identificaram um novo tipo de onda de plasma na aurora de Júpiter. A descoberta, publicada na revista Physical Review Letters, abre caminho para compreender melhor como funcionam os campos magnéticos de diferentes planetas.

Além disso, estudar esse fenômeno em Júpiter ajuda também a entender como o campo magnético da Terra atua como escudo contra a radiação solar, essencial para a vida em nosso planeta.

A equipe analisou dados obtidos pela sonda Juno, da NASA, durante um voo histórico em órbita baixa sobre o polo norte de Júpiter feito em 2022. Aquela foi a primeira vez que cientistas puderam observar diretamente as regiões polares do planeta.

Em um comunicado, um dos autores principais do estudo, Ali Sulaiman, professor assistente na Escola de Física e Astronomia da UMTC, disse que o Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, já havia fornecido imagens da aurora de Júpiter em infravermelho. Porém, a Juno é a primeira espaçonave a orbitar o planeta em trajetória polar, o que ampliou as possibilidades de investigação.

Assim como na Terra, o espaço em torno de Júpiter é preenchido por plasma, um estado da matéria em que os átomos se dividem em elétrons e íons. Com o vento solar, essas partículas aceleram em direção à atmosfera, interagindo com gases e produzindo o brilho da aurora. Na Terra, elas se manifestam em luzes visíveis verdes e azuis, mas em Júpiter o fenômeno só pode ser observado com instrumentos ultravioleta e infravermelho.

Os pesquisadores descobriram que, por causa da baixa densidade do plasma nos polos de Júpiter e da força de seu campo magnético, as ondas de plasma têm frequência muito baixa. Normalmente, elétrons criam ondas de Langmuir, que seguem as linhas do campo magnético, e íons geram ondas de Alfvén, que se movem perpendicularmente.

Compartilhe