
Dados da American Liver Foundation (ALF) apontam que 8 em cada 10 pessoas com obesidade tenham boas chances de desenvolver esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH). Esta é uma forma grave de doença hepática causada pelo acúmulo de gordura no fígado.
Um cenário preocupante, mas que pode ser revertido a partir do uso do Ozempic. De acordo com um novo estudo, a semaglutida, princípio ativo do medicamento, tem demonstrado potencial para combater a condição e a inflamação hepática resultante dela.
Em entrevista à CNN, a diretora médica da Novo Nordisck no Brasil, Marília Fonseca, comemorou os resultados da pesquisa. A farmacêutica é a responsável pela fabricação do Ozempic, medicamento usado contra a obesidade e diabetes tipo 2.
Ela destacou que as descobertas podem revolucionar o diagnóstico de esteato-hepatite associada à disfunção metabólica. Atualmente, a identificação do problema depende de uma biópsia de fígado, um procedimento considerado invasivo.
A expectativa é que, nos próximos anos, um simples exame de sangue poderia diagnosticar e monitorar a doença. Isso tornaria o acompanhamento médico mais seguro, acessível e menos doloroso para o paciente.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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