
Uma equipe da KAIST (Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia) e do UEL (Laboratório de Exploração Não Tripulada) desenvolveu uma roda robótica sem ar, inspirada em origami, pensada para enfrentar alguns dos terrenos mais extremos da Lua.
A peça consegue mudar de tamanho e foi projetada para explorar fendas profundas e tubos de lava, áreas consideradas estratégicas para futuras missões lunares.
A ideia é atacar um problema antigo da exploração espacial: como levar rovers pequenos, mais leves e baratos, a lugares onde hoje só veículos grandes conseguiriam chegar (e mesmo assim sob alto risco).
Ao permitir que robôs compactos superem obstáculos, a nova roda pode abrir caminho para missões mais seguras e flexíveis.
Tubos de lava e poços naturais da Lua chamam atenção porque funcionam como escudos naturais contra radiação cósmica e variações extremas de temperatura. São ambientes promissores para futuras bases humanas. O problema é chegar até eles. As entradas costumam ser íngremes, instáveis e cheias de obstáculos que travam rovers convencionais logo no início da descida.
Uma alternativa estudada por engenheiros é o uso de enxames de rovers pequenos, em vez de um único robô grande. Se um falhar, os outros seguem operando. O entrave está no tamanho: rovers compactos usam rodas pequenas, que simplesmente não conseguem vencer declives acentuados ou degraus naturais presentes nesses terrenos lunares.
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