Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de junho de 2021 · 2 min de leitura ·

Pele artificial gera hematomas para demonstrar trauma local

Pele artificial gera hematomas para demonstrar trauma local

Robôs e membros protéticos não têm a capacidade que a pele apresenta de gerar uma resposta a traumas, como a dor e os hematomas. Se você bate o joelho em uma quina, além de ficar dolorido, a pele no local assume uma coloração arroxeada; já uma perna mecânica não emite esses sinais.

Agora, pesquisadores desenvolveram uma pele artificial que detecta a força por meio de sinais iônicos e também muda de cor de amarelo para roxo, algo semelhante a um hematoma, fornecendo uma pista visual de que o dano ocorreu. O estudo foi publicado na ACS Applied Materials & Interfaces.

Foram desenvolvidos muitos tipos diferentes de peles eletrônicas, as chamadas e-skins, que podem sentir estímulos por meio da transmissão de elétrons. Porém, nem sempre esses condutores elétricos são biocompatíveis, o que poderia limitar seu uso em alguns tipos de próteses. 

Já as películas iônicas, também chamadas de películas I ou I-skins, usam íons como transportadores de carga, de forma semelhante à pele humana. Esses hidrogéis ionicamente condutores têm transparência, elasticidade e biocompatibilidade superiores em comparação com as e-skins. 

Os cientistas responsáveis pela pesquisa, Qi Zhang, Shiping Zhu e sua equipe, pretendiam desenvolver um I-skin que, além de registrar mudanças no sinal elétrico com uma força aplicada, também pudesse mudar de cor para imitar hematomas humanos.

Para isso, criaram um organo-hidrogel iônico que continha uma molécula chamada espiropirana, que muda de cor de amarelo claro para roxo-azulado sob estresse mecânico. 

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