
Uma nova pesquisa aponta que a redução das chuvas pode ter sido decisiva para a extinção do Homo floresiensis, conhecido como “hobbit”. A escassez teria diminuído a quantidade de presas e forçado a espécie a competir com humanos modernos.
O estudo analisou registros climáticos na ilha de Flores, na Indonésia, e indica que mudanças ambientais criaram um cenário cada vez mais hostil para a sobrevivência desses hominídeos, segundo a Live Science.
O Homo floresiensis é uma espécie humana arcaica de pequeno porte que viveu na ilha de Flores até cerca de 50 mil anos atrás. Apelidados de “hobbits”, esses hominídeos ficaram conhecidos após a descoberta de seus fósseis em 2004, na caverna de Liang Bua. Desde então, cientistas tentam entender como viviam e por que desapareceram.
Segundo uma pesquisa publicada na revista Communications Earth & Environment, o ambiente da ilha passou por mudanças profundas antes do desaparecimento da espécie, com destaque para a queda significativa no volume de chuvas, que afetou diretamente a disponibilidade de alimentos e o equilíbrio do ecossistema local.
Para reconstruir o clima do passado, os pesquisadores analisaram uma estalagmite da caverna Liang Luar, próxima a Liang Bua. Essas formações crescem a partir da água que infiltra no solo e carregam “pistas químicas” sobre a quantidade de chuva ao longo do tempo, permitindo identificar períodos mais secos e mais úmidos na ilha.
Os dados indicam que a precipitação média anual caiu de forma acentuada entre 76 mil e 61 mil anos atrás, permanecendo baixa até cerca de 50 mil anos atrás. Essa mudança teria impactado diretamente o Estegodonte, um parente extinto dos elefantes e uma das principais presas dos hobbits.
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