Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de julho de 2021 · 2 min de leitura ·

“Pirocumulonimbus”, ou “nuvens cuspidoras de fogo”, destróem pequena vila no Canadá

“Pirocumulonimbus”, ou “nuvens cuspidoras de fogo”, destróem pequena vila no Canadá

O aumento recorde de temperatura causado pelas queimadas em Colúmbia Britânica, no Canadá, está trazendo um outro efeito ainda mais perigoso: nuvens “cuspidoras de fogo”, ou “pirocumulonimbus”, se você preferir o termo técnico.

Segundo as autoridades debruçadas sobre a situação, essas nuvens podem complicar ainda mais um problema já bem difícil de controlar, já que, por causa delas, novos focos de incêndio podem nascer e ampliar o problema das queimadas.

Absolutely mind-blowing wildfire behavior in British Columbia.Incredible & massive storm-producing pyrocumulonimbus plumes. pic.twitter.com/kH39IuX1ez

A temperatura em Lytton, a pouco mais de 150 quilômetros (km) de Vancouver, chegou a incríveis 49,5 graus Celsius (ºC) na última terça-feira (29/6), graças a uma onda de calor que gerou um foco de incêndio na região de planície da vila. O prefeito ordenou a evacuação de 250 residentes. Na quinta-feira (1), a queimada, que já atingia tamanhos de 20 mil acres, havia destruído 90% da região, com moradores dizendo frases como “a nossa vila desapareceu” nas redes sociais.

Segundo Dakota Smith, um meteorologista colaborativo do Instituto de Pesquisa Atmosférica do Colorado, foram vistas “plumas” indicativas da formação de uma nuvem pirocumulonimbus em imagens de satélite.

As nuvens conhecidas como “pirocumulonimbus” são nuvens artificiais originadas de queimadas em regiões florestais ou de planície. Basicamente, elas são mais fáceis de entender se você pensar nelas como “nascidas” do fogo, para trazer mais fogo. Inclusive, seu nome em latim – “cumulonimbus flammagenitus” – pode ser traduzido para “criado pela chama”

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