Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de maio de 2025 · 2 min de leitura ·

Pode existir vida em planeta oceânico K2-18 b? Especialista explica

Pode existir vida em planeta oceânico K2-18 b? Especialista explica

Todas as sextas-feiras, ao vivo, a partir das 21h (pelo horário de Brasília), vai ao ar o Programa Olhar Espacial, no canal do Olhar Digital no YouTube. O episódio da última sexta-feira (09) (que você confere aqui) repercutiu a descoberta de sinais de vida no exoplaneta K2-18 b e como os oceanos são possíveis abrigos de seres extraterrestres.A pesquisadora e estudante de oceanografia Jacqueline Sibuya, em entrevista ao apresentador Marcelo Zurita, falou sobre novidade na composição do planeta e quais as chances dele conter vida. Ela tirou dúvidas do público e explicou como a presença de água em um astro é um indicador fundamental para o possível abrigo de organismos vivos.

Sibuya é divulgadora cientifica e apresenta o canal Bluciencia. Ela começou com conteúdos de oceanografia, mas hoje produz vídeos sobre as diversas áreas do saber, como biologia, física e astronomia. “A ciência guia minha vida ao trazer as coisas para o lado racional”, explicou a pesquisadora.

Em abril deste ano, astrônomos detectaram a presença de sinais de vida no exoplaneta K2-18 b. Por meio de observações do Telescópio James Webb (JWST), a equipe encontrou no astro os compostos dimetilsulfeto (DMS) e dimetildissulfeto (DMDS), que existem na Terra e são expelidos por fitoplânctons e algas marinhas. Caso não refutem o estudo, essa seria a notícia de que a vida extraterrestre é possível.

K2-18 b está a 124 anos-luz de distância e orbita uma estrela anã vermelha. Ele é considerado um Mini-Netuno, por ser maior do que a Terra e menor do que Netuno. Segundo as observações, a quantidade dos gases DMS e DMDS em sua atmosfera seriam maiores do que as presentes em nosso planeta.

O grupo fez diversas medições e apesar de todas as tentativas de refinar as leituras, o sinal permaneceu firme. Eles concluíram que o exoplaneta pode, de fato, abrigar um enorme estoque de DMS em sua atmosfera, o que sugere que seus mares estejam repletos de vida.  

Porém, segundo Sibuya, é cedo para uma conclusão. “Não podemos bater o martelo ainda. Mais observações precisam ser feitas para que a gente possa ter cada vez mais evidências”, disse a pesquisadora.

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