
O cubo mágico é uma das brincadeiras mais clássicas que existe. Inventado em 1974 pelo professor de arquitetura húngaro Ernő Rubik, o objeto atrai por sua dificuldade em ser resolvido, proporcionando até campeonatos entre grandes mentes, que lutam para serem os mais rápidos a resolver o quebra-cabeça.
Mas parece que o cubo de Rubik (como foi chamado à época) é pouco desafiador para algumas pessoas. Mais especificamente, um grupo de físicos e matemáticos da Universidade do Colorado em Boulder (EUA) que queriam ganhar uma aposta.
E o que eles fizeram? Inventaram um cubo mágico quântico! Até com direito a publicar um artigo a respeito no servidor de pré-impressão arXiv, mas ainda não revisado por pares.
Basicamente, é como se espera. O número de movimentos óbvios possíveis foi reduzido pela equipe para apenas dois, sendo uma rotação no eixo z e outra no eixo x. Qualquer outro movimento é possível de ser construído por meio de várias combinações destes.
Daí em diante, temos um cubo mágico particularmente fácil. “Qualquer embaralhamento deste quebra-cabeça pode ser resolvido em no máximo três movimentos”, clarifica a equipe.
E aí é que está o pulo do gato: há mais um movimento realizável nesta versão do jogo, não sendo possível por conta da configuração quântica. É “a raiz quadrada de uma permutação”, diz a equipe. Na prática, isso quer dizer que, com um cubo mágico quântico, os lados podem ser movidos, mas não ao mesmo tempo.
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