
Canibalismo é um assunto sério quando praticado entre humanos, mas no reino animal é um evento comum e, às vezes, necessário para aumentar a nutrição da dieta. No caso das cobras, o motivo pode mudar de acordo com a espécie, segundo um estudo brasileiro publicado na Biological Reviews e com autoria principal de Bruna B. Falcão.
A seguir, confira como e por que as cobras evoluíram para praticar canibalismo, em quais espécies isso mais acontece e com que frequência.
O artigo “Ocorrência e evolução do comportamento canibal em cobras existentes“, foi publicado por Bruna B. Falcão, Vinícius A. São Pedro, e Omar M. Entiauspe-Neto em novembro do ano passado.
No resumo do trabalho, os pesquisadores explicam que, embora os hábitos canibais tenham sido bem documentados em outros bichos, essa análise não ocorreu com a mesma efetividade nas serpentes.
Então, os pesquisadores estudaram 503 eventos documentados na literatura, abrangendo 207 espécies de cobras em 15 famílias, e analisaram a incidência do comportamento canibal na natureza e em cativeiro. Também foi estudado por que motivos as cobras praticavam o canibalismo.
Os dados concluem que os eventos de canibalismo ocorreram, principalmente, nas famílias Colubridae (29%), Viperidae (21%) e Elapidae (18,9%). Os registros encontrados foram mais presentes em ambientes de cativeiro (43%) do que na natureza (27%).
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