
As girafas são animais que podem, num primeiro momento, transmitir a impressão de terem um temperamento calmo e tranquilo, então podemos pensar: por que não domesticamos girafas?
A domesticação exige espécies naturalmente propensas à convivência humana, capazes de formar hierarquias e aceitar comandos, como cavalos, cães e camelos. As girafas, porém, apresentam comportamento pouco previsível, sendo animais grandes, fortes e reativos. Coices de girafas são capazes de matar predadores, e machos usam o pescoço em golpes violentos (os famosos necking).
Mesmo indivíduos criados em cativeiro tendem a se estressar facilmente, permanecendo ariscos. A falta de um comportamento social que permita “liderança” humana torna o treinamento complexo e perigoso.
Mas, além do comportamento em si, vamos passar outros fatores que também complicam essa domesticação.
Embora tenham apenas sete vértebras, como os humanos, cada uma é enorme, resultando em um pescoço alto, pesado e extremamente delicado. Essa anatomia causa diversos problemas:
O sistema circulatório das girafas é um dos mais especializados da zoologia. Para levar sangue até o cérebro, elas mantêm pressão arterial extremamente alta, o que as torna vulneráveis a anestesia, quedas e contenção. Mudanças rápidas de postura podem causar desmaio.
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