Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de novembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Por que não montamos nas zebras como fazemos com cavalos e jumentos?

Por que não montamos nas zebras como fazemos com cavalos e jumentos?

O mundo animal é repleto de curiosidades. Entre mistérios da natureza, comportamentos inesperados e adaptações únicas, alguns animais se destacam pelas estratégias de defesa, pela força da mordida ou pela velocidade impressionante.

Cada espécie desenvolveu características próprias e muitas vezes singulares ao longo da evolução, superando predadores e garantindo a sobrevivência do grupo. É dentro desse cenário tão fascinante que mora um dos questionamentos do reino animal: se podemos montar em cavalos e jumentos, por que não fazemos o mesmo com as zebras?

A ciência moderna trouxe respostas mais precisas sobre a domesticação dos equídeos – mamíferos da família Equidae e do gênero Equus, que inclui cavalos, jumentos e zebras – e os avanços na genética permitiram reconstruir esse processo com mais clareza. 

De acordo com análises de centenas de genomas antigos, a domesticação dos cavalos modernos teve origem nas estepes pôntico-caspianas, entre o Mar Negro e o Cáspio, aproximadamente entre 3.500 e 2.300 a.C. Publicado em 2021 na revista Nature, esse estudo combinou dados arqueológicos e genéticos para mapear a expansão desses animais pela Europa e pela Ásia.

Em 2024, uma nova pesquisa também divulgada na Nature refinou essa linha do tempo. O levantamento reforçou que a mobilidade em larga escala baseada no uso de cavalos domesticados se consolidou por volta de 2.200 a.C., quando a espécie começou a se espalhar mais rapidamente pela Eurásia.

Com essa expansão, os cavalos se tornaram fundamentais para o comércio e para os exércitos, influenciando batalhas, avanços territoriais e o desenvolvimento de sociedades.

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