
O óxido nitroso (N₂O), também conhecido como “gás do riso”, é um composto químico com propriedades curiosas. Além de seu uso como anestésico e analgésico em procedimentos médicos e odontológicos, ele também provoca um efeito de euforia em quem o inala, o que causa as crises de riso involuntárias.
Mas afinal, por que isso acontece? E quais são os riscos desse uso? Neste artigo, explicamos como o gás age no organismo. Acompanhe!
O químico Joseph Priestley descobriu o N₂O em 1772. O gás é incolor, levemente adocicado, pouco solúvel no sangue e atua rapidamente. Ele começa a fazer efeito em cerca de 30 segundos e perde sua ação aproximadamente 60 segundos após a interrupção da inalação, sendo eliminado pelos pulmões sem deixar resíduos metabólicos.
Além do campo médico, o óxido nitroso também aplica-se de formas curiosas. Na indústria de alimentos, funciona como propelente em latas de chantilly. No automobilismo e em foguetes, aumenta a potência dos motores.
Em 1844, em Nova York, o ex-estudante de medicina Gardner Colton apresentou uma paródia de Shakespeare no teatro, onde o destaque foi a inalação de óxido nitroso, fazendo o público rir com voz distorcida.
Essa foi parte das populares “exposições de gás hilariante” que se espalharam nos EUA no século XIX. Anos depois, Colton seria assistente do dentista Horace Wells, e participou da primeira demonstração do gás como anestésico.
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