
Cientistas da Universidade da Califórnia, em Davis, descobriram que o coaxar dos sapos machos pode funcionar como um indicador natural da temperatura da água e da adequação de lagos para a reprodução.
O estudo, publicado na revista Frontiers in Ecology and the Environment, mostra que a velocidade e a duração das vocalizações variam conforme a temperatura ambiente. Como os anfíbios são ectotérmicos, seu organismo depende da temperatura externa para funções musculares como a emissão de sons.
Em experimentos de campo, os pesquisadores observaram que, quanto mais quente a água, mais rápidas e curtas se tornam as chamados dos machos. O tom permanece estável, mas as chamadas propriedades temporais — como ritmo e duração — mudam com a temperatura.
A velocidade do coaxar não foi influenciada pelo tamanho ou condição física do animal, apenas pela temperatura da água.
As fêmeas utilizam essas variações sonoras para decidir onde depositar os ovos. Água mais quente, indicada por chamados mais rápidos, oferece melhores condições para o desenvolvimento dos girinos.
O som também pode ativar hormônios reprodutivos nas fêmeas. A exposição a coros de machos estimula o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, ajudando a sincronizar a postura dos ovos com o período mais favorável.
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