
Se você abrir a janela por volta da meia-noite, vai se deparar com um céu realmente escuro? Com certeza, não. Porque mesmo no meio de uma floresta, em uma noite sem lua, a poluição luminosa da civilização próxima impede que a paisagem celeste pareça tão escura quanto de fato ela é.
Nem mesmo os astronautas, dentro da Estação Espacial Internacional (ISS) ou em qualquer outra espaçonave na órbita na Terra, conseguem ter essa informação. As incríveis imagens captadas pelos telescópios espaciais Hubble e James Webb, por mais maravilhosas que sejam, também não registram o céu verdadeiramente escuro – o brilho do Sol atrapalha.
Somente estando na “borda” do Sistema Solar é possível ter uma visão sem interferência alguma do Sol e fazer uma medição precisa. As espaçonaves Voyagers I e II chegaram lá, assim como as missões Pioneers 10 e 11. No entanto, o contato com os satélites Pioneers foi perdido há muito tempo, e embora ainda possamos nos comunicar com as sondas Voyagers, elas são incapazes de enviar qualquer imagem reveladora neste sentido.
Mas agora, 16 anos após ter sido lançada, a sonda New Horizon, da NASA, chegou em um ponto da missão que lhe permite responder a essa dúvida da astronomia: quão escuro é o espaço?
A espaçonave foi projetada para estudar Plutão e o Cinturão de Kuiper, uma área do Sistema Solar externo que se estende a aproximadamente 50 Unidades Astronômicas (UA) do Sol – cerca de 7,5 bilhões de km.
Recentemente, a equipe que opera a sonda tentou registrar a escuridão do Universo. Eles apontaram uma das câmeras da New Horizon para um pedaço de céu longe da Via Láctea, do Sol e de estrelas brilhantes. Em seguida, mediram quanta luz o instrumento capturou.
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