
Durante a Era do Bronze, exércitos vindos do Mar Mediterrâneo lutaram contra diversas civilizações e ficaram conhecidos na História como os Povos do Mar. Segundo artefatos, eles invadiram a Anatólia Oriental, Síria, Palestina, Chipre e Egito, destruindo grandes impérios em suas batalhas.
Entender esses povos é um desafio para os historiadores. Eles não deixaram herança material nem documentos inscritos. Isso faz de sua origem, cultura, política e existência, um mistério.
A Enciclopédia de História Mundial explica que a comunidade cientifica já fez diversas hipóteses sobre quem seriam essas populações. Dentre as possibilidades, estão os Etruscos, Filisteus, Aqueus e Minoicos, civilizações conhecidas por sua presença marítima. Porém, enquanto os pesquisadores não encontrarem outras fontes, as alegações permanecem meras sugestões.
O principal registro da existência desses grupos é um conjunto de textos e ilustrações no templo mortuário do faraó Ramsés III. Os desenhos representam um conflito entre um exército de arqueiros egípcios e uma multidão vinda do mar empunhando lanças. Historiadores se debruçaram sobre o artefato e compilaram a história do notável embate.
Em 1180 a.C., invasores destruíram o centro comercial de Cades e seguiram para o Egito. Seus ataques vieram da costa e avançaram até o Delta do Nilo, onde o exército egípcio travou um embate e os derrotou em uma primeira batalha, segundo a Enciclopédia de História Mundial.
Anos depois, os Povos do Mar retornaram mais fortes em uma nova invasão. Os escritos na tumba de Ramsés III descrevem a chegada dos adversários: “Eles impuseram suas mãos sobre as terras até o contorno da Terra, seus corações estavam conflitantes e confiantes enquanto diziam: ‘Nossos planos darão certo’”.
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