Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 26 de março de 2026 · 2 min de leitura ·

Reino Unido consegue fazer a primeira ignição de plasma em motor a fusão; o que muda para viagem a Marte

Reino Unido consegue fazer a primeira ignição de plasma em motor a fusão; o que muda para viagem a Marte

O sonho de colonizar Marte acaba de ganhar um empurrão (ou melhor, uma explosão de energia) vindo do Reino Unido. A Pulsar Fusion anunciou ter realizado com sucesso a primeira ignição de plasma dentro de um motor de foguete a fusão nuclear.

O feito foi revelado durante a conferência MARS, organizada pelo empresário Jeff Bezos, e coloca a humanidade um passo mais perto de viagens interplanetárias ultravelozes, conforme informações do euronews.

Para entender a importância desse motor, basta olhar para o céu. A fusão nuclear é o mesmo processo que alimenta o Sol e as outras estrelas. Basicamente, ela combina núcleos de átomos leves para formar um mais pesado, liberando uma quantidade colossal de energia no processo.

No protótipo experimental batizado de Sunbird, os cientistas conseguiram criar e controlar o plasma – um estado da matéria extremamente quente e eletricamente carregado – usando campos magnéticos e elétricos.

Se os foguetes atuais dependem de reações químicas limitadas, a propulsão por fusão nuclear joga em outra liga:

Além da economia de tempo e dinheiro, chegar mais rápido ao destino é uma questão de saúde. Viagens mais curtas significam que os astronautas ficarão menos tempo expostos à radiação mortal do espaço profundo e aos efeitos negativos da gravidade zero no corpo humano.

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