Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de novembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Sabia que algumas saladas contêm “fósseis vivos”? Conheça os viroides e virusoides

Sabia que algumas saladas contêm "fósseis vivos"? Conheça os viroides e virusoides

Quando pensamos em fósseis, geralmente imaginamos criaturas como um dinossauro ou algum animal pré-histórico. Mas e se disséssemos que alguns dos “fósseis vivos” mais antigos do planeta são tão pequenos que são invisíveis e podem estar agora mesmo no seu prato?

Esse é o mundo da “virosfera”, um universo de entidades biológicas que inclui não apenas os vírus, mas seus parentes ainda mais simples. Entre eles, estão os viroides e virusoides, e eles têm tudo a ver com a sua salada, ainda que seja difícil de acreditar.

Conforme explica Paulo Eduardo Brandão, professor da Universidade de São Paulo (USP), em sua coluna na Veja Saúde, se os vírus são minimalistas (basicamente material genético em uma “capa” de proteína), os viroides e virusoides são a definição extrema do minimalismo.

A razão pela qual são chamados de “fósseis vivos” é que muitos cientistas acreditam que sua estrutura simples, baseada apenas em RNA, pode ser um vislumbre das primeiras formas de “vida” que surgiram na Terra, no que é hipotetizado como o “Mundo do RNA”, antes mesmo do DNA e das células complexas.

A resposta é direta: como os viroides são patógenos de plantas, eles estão… nas plantas. Eles vêm da própria fazenda. Esses agentes podem ser transmitidos de uma planta para outra pelo simples contato das folhas, por danos mecânicos durante a colheita ou até mesmo por insetos, como pulgões.

Isso significa que hortaliças cruas, como alface, tomate, pepino, rúcula e agrião, podem carregar esses agentes diretamente do campo para a sua cozinha. Eles podem ser encontrados em qualquer vegetal ou fruta fresca que não tenha sido devidamente processado ou higienizado.

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