
Pesquisadores descobriram uma nova característica química do núcleo da Terra. Com simulações de computador, a equipe identificou que o centro de nosso planeta só poderia ter se cristalizado com presença notável de carbono em sua composição.
Os resultados do estudo indicam que o núcleo terrestre pode ser mais abundante em carbono do que pensávamos. As descobertas foram publicadas na revista científica Nature Communications.
Por décadas, cientistas têm debatido como o núcleo da Terra se solidificou durante a história geológica. Esse não foi um processo simples, como um congelamento, mas envolveu o fenômeno da cristalização: o ferro fundido precisou ser super-resfriado (submetido a temperaturas abaixo de seu ponto de fusão) antes de realmente congelar.
Estudos anteriores estimavam temperaturas entre 800 e 1000 °C para esse processo. Porém, os autores do novo artigo argumentam que, se essas estimativas estivessem corretas, o núcleo interno teria crescido massivamente e o campo magnético da Terra falharia, o que não aconteceu na história de nosso planeta.
Outros artigos definiram uma temperatura de cerca de 250°C para a cristalização. Foi a partir dessa estimativa que os pesquisadores buscaram um cenário que melhor descrevesse a solidificação do núcleo.
A equipe utilizou simulação de computador para compreender o processo de cristalização. Os cientistas consideraram a influência de diversos elementos nesse processo, principalmente silício, enxofre, oxigênio e carbono.
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