
Uma nova tecnologia de propulsão dois em um pode em breve ser testada no espaço e promete simplificar a vida de satélites pequenos, especialmente no que diz respeito ao combustível.
A proposta, apresentada em um estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT), sugere que um único propelente pode alimentar tanto propulsores químicos quanto elétricos, eliminando a necessidade de tanques separados para cada sistema.
“Se você pode ter propulsão química e elétrica em um pequeno pacote, é o melhor dos dois mundos”, afirmou Amelia Bruno, ex-estudante de pós-doutorado do MIT que liderou a pesquisa, em comunicado. “Isso abre a porta para pequenos satélites fazerem ainda mais ciência, mais observações e missões mais interessantes, tudo em uma plataforma menor e mais barata.”
“A NASA está buscando avançar mais profundamente no espaço para apoiar objetivos futuros da agência. Os principais fatores para essas atividades incluem pesquisar e desenvolver novos sistemas e capacidades avançadas de propulsão”, escreveram autoridades da agência sobre a missão do cubesat, que no ano passado era esperada para outubro de 2025, segundo reportagem da SpaceNews.
O monopropelente verde usado na missão, analisado em novo estudo do MIT publicado no Journal of Propulsion and Power, se baseia em pesquisas anteriores da Força Aérea. O combustível se chama ASCENT, sigla em inglês para Advanced Spacecraft Energetic Non-Toxic Propellant.
Ele é apresentado no mercado como mais “verde”, ou menos tóxico, do que a hidrazina de alta eficiência normalmente usada em grandes manobras no espaço, mas considerada perigosa de manipular. O combustível também já foi testado no espaço antes, durante a missão Green Propellant Infusion Mission da NASA, em 2019 e 2020, quando ainda recebia o nome AF-M315E; depois, foi renomeado, segundo o Air Force Research Laboratory, que o desenvolveu.
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