Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de agosto de 2020 · 2 min de leitura ·

Sonda japonesa pode ganhar um novo destino no espaço

Sonda japonesa pode ganhar um novo destino no espaço

O que você precisa saber

A sonda japonesa Hayabusa2 está voltando para a Terra depois de uma viagem ao asteroide Ryugu, carregando uma amostra de rocha espacial. Entretanto, a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), que comanda a missão, avalia uma segunda parada amtes do retorno ao planeta.

Caso o projeto seja colocado em prática, a Terra não será o destino final da missão. A JAXA estuda enviar a sonda para investigar outros tipos de rochas espaciais, de acordo com declarações recentes. A extensão da missão, que duraria mais de uma década, poderia fazer com que a Hayabusa2 orbitasse um segundo asteroide.

A nova fase surge a partir da combinação de dois fatores: o motor da sonda ainda tem cerca de metade de seu combustível e ela não precisa posar na Terra para entregar a amostra que carrega. Em vez disso, a espaçonave principal da missão liberará uma pequena cápsula cheia de pedaços de asteroides que cairá pela atmosfera terrestre e pousará na Austrália em 6 de dezembro.

Quando analisaram os números, os engenheiros da JAXA perceberam que a nave principal da Hayabusa2 poderia enviar a cápsula durante o trajeto e ainda seguir para novas aventuras. A espaçonave precisaria ficar no Sistema Solar interno para extrair energia solar o suficiente, mas a equipe calculou que a nave terá combustível o bastante para visitar um dos 354 destinos diferentes, incluindo Vênus, Marte, cometas próximos e uma série de asteroides, segundo um comunicado da JAXA.

A equipe já reduziu o próximo alvo para apenas dois candidatos, ambos pequenas rochas espaciais com designações em vez de nomes próprios. Esses objetos são asteroides próximos à Terra, mas cada um tem apenas um décimo da largura do Ryugu.

Apesar do tamanho, ambos são destinos cientificamente intrigantes, e a Hayabusa2 seria capaz de orbitar ao redor de qualquer um, em vez de simplesmente voar. O planejamento de missões orbitais presume que a nave permaneça com boa saúde por tempo o suficiente para chegar ao seu destino, e isso é um grande “se”. A Hayabusa2 foi projetada apenas para sua missão de seis anos, não uma década extra no espaço. Mas, para a JAXA, há pouco risco em tentar além do custo de continuar operando a nave.

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