
As sondas Voyager 1 e Voyager 2, da NASA, estão cada vez mais próximas do fim de suas operações após quase cinco décadas no espaço. Lançadas em 1977 para estudar os planetas gigantes do sistema solar, as naves continuam transmitindo dados científicos mesmo depois de ultrapassarem em muito a vida útil inicialmente prevista.
Atualmente, as duas sondas contam com apenas uma parte dos 470 watts de energia que geravam logo após o lançamento. Segundo o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da NASA, a perda energética continua em ritmo de cerca de quatro watts por ano, o que vem obrigando a agência a desligar instrumentos científicos gradualmente para manter as missões ativas.
A Voyager 1 entrou no espaço interestelar em 2012, enquanto a Voyager 2 alcançou a região em 2018. Desde então, a NASA vem reduzindo o consumo de energia das naves ao desligar sistemas considerados menos essenciais.
Em fevereiro deste ano, a Voyager 1 teve seu subsistema de observação de raios cósmicos desativado. Em abril, foi a vez do instrumento Low-Energy Charged Particles (LECP). No momento, a sonda opera apenas com um magnetômetro e um instrumento de análise de plasma.
Já a Voyager 2 mantém três instrumentos ativos: o subsistema de raios cósmicos, o magnetômetro e o sistema de ondas de plasma.
Para tentar prolongar as missões, engenheiros do JPL preparam uma operação apelidada de “Big Bang”. A ideia é desligar três dispositivos usados para evitar o congelamento das linhas de combustível e substituí-los por outros sistemas que cumpram a mesma função consumindo quase 10 watts a menos.
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