
A SpaceX voltou a colocar no ar seu foguete mais poderoso em operação. O Falcon Heavy decolou na manhã desta quarta-feira (29) do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, após um hiato de um ano e meio. O último voo do veículo havia sido em outubro de 2024, quando levou a sonda Europa Clipper da NASA em direção a Júpiter.
O lançamento ocorreu às 10h13 no horário local (12h13 em Brasília), com a missão de colocar em órbita o satélite de comunicações ViaSat-3 F3, um gigante de 6,6 toneladas. Destino: a órbita geoestacionária (GEO), a 35.786 km de altitude. Nessa região, a velocidade orbital se iguala à rotação da Terra, permitindo que o satélite “flutue” parado sobre a mesma área geográfica. No caso do F3, a cobertura será a região da Ásia-Pacífico.
O Falcon Heavy é essencialmente uma junção de três propulsores do foguete Falcon 9 (dois laterais e um central) modificados e interligados. Juntos, eles geram 5,1 milhões de libras de empuxo na decolagem — o suficiente para torná-lo o segundo veículo operacional mais potente do mundo, atrás apenas do SLS da NASA (8,8 milhões de libras).
Já a Starship, também da SpaceX, que ainda está em testes, deve superar esses números quando estiver operacional e atingir 74 milhões de newtons de empuxo.
Desde sua estreia, em fevereiro de 2018, quando lançou o Tesla Roadster de Elon Musk em órbita ao redor do Sol, o Falcon Heavy já realizou 11 missões — todas bem-sucedidas.
O satélite lançado nesta quarta é o terceiro e último da série ViaSat-3. O primeiro (F1) foi lançado por um Falcon Heavy em abril de 2023 e já fornece banda larga para passageiros de aviões comerciais. O segundo (F2) foi lançado por um foguete Atlas V, da United Launch Alliance, em novembro de 2025, e começará a atender as Américas no próximo mês.
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