
Em dezembro de 2020, um teste de um protótipo da espaçonave Starship resultou em uma imensa explosão após o veículo pousar com muita força em seu retorno ao solo. Segundo um novo relatório divulgado pela imprensa norte-americana, a SpaceX, de Elon Musk, ignorou alertas enviados pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) que, em tese, deveriam ter parado o processo de lançamento.
Segundo o documento (via The Verge), a SpaceX estava em violação de sua licença de lançamento, com a FAA dizendo que a empresa era “inconsistente com uma forte cultura de segurança”.
“Apesar do relatório afirmar que todos os representantes da SpaceX acreditavam que o risco era suficientemente baixo para obedecer aos critérios regulatórios, a empresa usou métodos analíticos que pareciam ter sido desenvolvidos às pressas para obedecer ao prazo de lançamento”, afirma a FAA.
O relatório é assinado por Wayne Monteith, chefe da Divisão Espacial da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, que afirma ter repassado tais preocupações à presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, pelo menos duas vezes, minutos antes do lançamento da Starship SN8.
Vale lembrar que os testes dos protótipos SN9 e SN11 também acabaram em explosão: o primeiro foi destruído após um erro no pouso, enquanto o segundo explodiu no ar.
Apesar da violação, a SpaceX não recebeu nenhum tipo de sanção por parte da FAA, e voltou à execução de testes do programa Starship dois meses depois, em fevereiro de 2021.
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