
Durante a Guerra Fria, os códigos de lançamento de armas nucleares dos EUA eram um tema sensível e, por vezes, objetos de propostas curiosas para aumentar a segurança. Uma matéria do IFLScience explicou mais sobre o tema.
Em 1981, o acadêmico Roger Fisher sugeriu ao Pentágono medida extrema para garantir a seriedade da decisão de lançar um ataque nuclear: ele propôs que os códigos fossem implantados em uma cápsula, localizada perto do coração de um voluntário que sempre acompanharia o presidente dos Estados Unidos.
Assim, caso o presidente decidisse disparar um míssil nuclear, ele precisaria matar a pessoa que carregava a cápsula, tornando a decisão mais concreta e simbolizando o peso da ação de iniciar uma guerra nuclear.
Embora a proposta tenha sido inovadora, o Pentágono a rejeitou, temendo que esse processo pudesse distorcer o julgamento do presidente, tornando-o hesitante ou emocionalmente comprometido.
Apesar dessas falhas, não houve nenhum lançamento não autorizado de armas nucleares. Em 1977, o sistema foi revisado, com a implementação de um método mais robusto que exigia a confirmação de autoridades superiores antes de qualquer ação.
Esse episódio ilustra o dilema entre a necessidade de rapidez em possível situação de guerra e a importância de manter a segurança dos sistemas nucleares, prevenindo lançamentos acidentais ou não autorizados.
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